
Festival Vodafone
Paredes de Coura 2026
(32.ª edição)
voltamos sempre
ao festival dos afetos

Já terminou mais uma edição do Festival Vodafone Paredes de Coura, (Paredes de Coura 2026), o festival que acontece rodeado de verde e de rio, e no mais bonito anfiteatro natural do mundo!
O festival que para além de ser um festival de música, é acima de tudo um festival de afetos, de alegria, de comunidade e de simplesmente nos deixarmos ser, com o tempo a deslizar ao ritmo das brisas de verão e os dias em forma de bom cansaço e de deslumbração.
Não há poeira que nos inquiete, calor extremo que nos impeça de sorrir, pés cansados em botas desfeitas que não nos permitam voltar a levantar, ladeiras a pique que nos travem, nem cartaz menos sonante que nos impeça de ir.
Todos os anos queremos estar lá, para o bem e para o mal, para o caos dos moshes e do crowdsurfing, ou para a redenção de olhos fechados, para aquelas viagens que sabemos que só a música, juntamente com tamanha amálgama de gente nos consegue transportar.
Porque é muito bom estarmos a desfrutar de bons momentos sozinhos, sim,
mas depois há aqueles momentos em que nos sentimos parte de uma imensidão, de um gigante calor humano, e ao lado de tanta gente de sorriso feliz, que isso nos transporta para outro patamar de felicidade.
E é então aí que voltamos ( eu pelo menos!) a acreditar,
que talvez o mundo ainda possa ser bom.
Obrigada, Paredes de Coura.
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Quem esteve lá, em Paredes de Coura,
este ano?
O ano em que que o cartaz parecia o menos promissor, sem grandes cabeças de cartaz, mas que até um eclipse teve, grupos/artistas que pareciam inusitados ali ( por exemplo a banda alemã Meute) e momentos vindos de outra galáxia (Benjamin Clementine vem de outra galáxia)……,…….
Estiveram na edição deste ano do Festival VODAFONE PAREDES DE COURA
(dados oficiais da organização) :
115 mil pessoas,
e as datas do próximo ano já estão divulgadas:
O Festival Paredes de Coura regressa,
de 18 a 21 de Agosto de 2027.
Eu, falhei o primeiro dia, mas cheguei para os restantes.
Não cobri o festival de forma exaustiva nem todos os concertos,
mas penso que o vivi bem.
Ficam algumas imagens e (um pouco) de texto.

VODAFONE PAREDES DE COURA 2026
Dia 2.
quinta feira,
13.08.


Tomode, banda sueca, no Palco Coura sem Paredes.
Os Tomode são uma banda sueca , apresentam música leve e dançável.
Estavam visivelmente felizes por atuar num país de sol……
Uma das novidades este ano no festival foi um novo nome para o palco secundário : Coura sem Paredes – uma estratégia assumida pelo novo presidente da câmara, de levar mais Coura para dentro dos festival.
Fechar os olhos e sentir a música

Aldous Harding, no palco principal.
Aldous Harding é o nome artístico de Hannah Sian Topp, natural da Nova Zelândia, e uma das vozes singulares de indie folk contemporâneo.
Foi uma das minhas revelações deste dia, tanto pela performance como pela sonoridade, muito calma e muito bonita.



Novas descobertas

Friko, uma banda norte-americana de indie rock., no Palco Coura sem Paredes.
Friko, indie rock com bons momentos, no palco mais pequeno.

Atirar os cabelos, e ouvir

Kurt Vile & The Violaters – Palco Vodafone
Kurt Vile & The Violators mistura indie rock, folk e psicadelismo de uma forma descontraída.
Um bom momento já com a noite caída e o recinto cheio.
Viajar de Olhos Fechados

Hermanos Gutiérrez, palco Vodafone
Os Hermanos Gutiérrez (banda instrumental latina) transportam-nos para viagens cósmicas, e assim aconteceu neste dia também.
Tocaram já noite dentro – muita gente teria preferido ao entardecer – mas para mim resultou na mesma, deixei-me levar para todo esse mundo equatorial e sonoro de outros ritmos, juntamente com o silêncio bonito que se fez sentir.
Foi literalmente fechar os olhos, e viajar.


Alejandro e Estevan Gutierrez – irmãos equatoriano-suíços | Hermanos Gutierrez

Ir até ao Coura sem Paredes, para acordar

Wulyf – banda de rock inglesa, de Manchester.
Wulyf, a abanar um pouco a calmaria deste dia 2.
(no palco mais pequeno).
Dia 2
Termina em ambiente techno

Underworld, música eletrónica a encerrar o palco principal no dia 2.
As atuações do palco principal terminaram no dia 2 com Underworld, banda de música eletrónica formada no país de Gales em 1979 pela dupla Karl Hyde e Rick Smith, e muito conhecidos pela sua faixa “Born Slippy. NuXX” utilizada no filme Trainspotting.
Para os cépticos de que música eletrónica não funciona em Paredes de Coura, eu diria que, com os Underworld, até correu bastante bem.
Eu, sou assumidamente fã de música eletrónica, mas vinha quase direta (ok, com uns dias de intervalo…) de um festival dedicado exclusivamente à música techno e eletrónica, pelo que me deixei levar pelo cansaço da hora e neste dia não fiquei até final.

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Dia 3.
sexta-feira
14.08

Strawberry Guy, no palco Coura sem Paredes.
Strawberry Guy, músico de indie pop galês, pelo vistos popular através do Tik Tok.
Confesso que o desconhecia, e que me perdi mais a devanear e observar o seu rosto simpático e bolachudo, parecia de menino mimado….
O primeiro dia do resto das nossas vidas

Sérgio & os Assessores com Amigos
Foi sem dúvida um momento alto do dia 3, a música portuguesa invadiu Paredes de Coura e foi cantar e dançar em plenos pulmões.
Eu, pelo menos, (pus as políticas de parte) e dei o meu melhor a entoar bem alto e emocionada “Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida”, música com que Sérgio Godinho terminou a sua atuação e que deixou a multidão comovida.
Sérgio Godinho (já nos seus 80 anos, mas ainda em grande forma), levou a palco um grupo de convidados, como Samuel Úria, Manuela Azevedo, A Garota Não e Milhanas, Ana Lua Caiano e Capicua.
Assumidamente em jeito de música de intervenção, e com temas a apelar à liberdade, paz, pão, habitação,….., (recebendo críticas posteriores de que terá sido um momento bastante politizado).
Foi sim,
mas a música fala (sempre!) mais alto.


VODAFONE PAREDES DE COURA 2026
Momento de Outra Galáxia

Benjamin Clementine, palco Vodafone
Benjamin Clementine – cantor inglês – já não é novidade no festival Paredes de Coura (nem em Portugal).
Mas a sua presença é sempre de intensidade emocional, carinho, brilho, deslumbramento.
Parece que nos chega de outra galáxia, ainda nem aterra propriamente e já a voz nos está a entrar diretamente para o coração, ficamos ali perplexos – a ver e a ouvir – ou a olhar embevecidos.
Também é alto, elegante e bonito, que ajuda, ….ajuda a perdermo-nos por todo ele e por todo o seu porte e carisma.
E também é simpático e interage com o público, aliás no final (eu já não estava a fotografar) saiu do palco para ir abraçar o miúdo do cartaz a dizer que se chamava Benjamin por sua causa…..
(muitos vídeos virais na internet com o momento,
inclusive no próprio Instagram de Benjamin Clementine).
A atuação de Benjamin Clementine foi o “meu momento” de todo o festival.
A partir dali tudo podia já nem ser grande coisa…..(mas até que continuou muito bom!).





Shoegaze

Terraplana – banda brasileira de shoegaze
Terraplana – banda brasileira. Gostei muito e não conhecia.
Atuaram no palco Coura sem Paredes.


Bloc Party – banda britânica, formada em 1999, palco Vodafone
Bloc Party é a banda de Kele Okereke, banda de revivalismo pós punk dos anos 2000.
Gostei e diverti-me, mas não me ficou na memória.

a encerrar o dia 3 no palco Vodafone
M.I.A – palco Vodafone
M.I.A – cantora rapper britânica.
Só gostei mesmo de a fotografar, visualmente deu-me um certo gozo, mas fotografei as três músicas que me são permitidas fotografar e fui embora.
Já nem me lembro o que cantava.
Confesso que não gostei.

M.I.A
Os Maruja – banda de rock de Manchester atuaram a seguir a M.I.A, no palco secundário, mas já não fiquei para ver. (com bastante pena).
Perdi bons momentos de mosh e de crowdsurfing – que são sempre momentos altos de assistir – mas a hora tardia a que aconteceram não ajudou a manter-me acordada em dias de festival que começa as 17h e debaixo de sol quente com colinas sobe e desce…..
(nota extra:
Os Maruja estavam no cartaz do ano passado do Festival, mas por motivos de saúde, cancelaram à última hora.
Estiveram depois, ainda recentemente em concerto no Porto, onde os fotografei).
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Dia 4.
sábado
15.08
Em registo poético

Noiserv , palco Coura sem Paredes
Noiserv – o projeto do músico português David Santos é sempre bom de ouvir, e o palco mais pequeno do Festival Paredes de Coura, tem da parte da tarde uma luminosidade muito especial.
O quarto e último dia arrancou em jeito de calor demasiado, pelo que ainda muitos festivaleiros se refrescavam pelo rio.
Voltar a viajar de olhos fechados,
no último dia do Paredes de Coura 2026
Patrick Watson, palco Vodafone
Patrick Watson, cantor, compositor e pianista canadiano é bem conhecido dos portugueses, e também bem adorado.
Este ano, regressou a Paredes de Coura para atuar sozinho (sem banda), apenas com a sua voz e o seu piano. Conhecido pelas suas músicas introspectivas e a puxar à solidão, a fazer-nos olhar para os ramos das árvores e os pássaros no ar……..
Atuou ao início da tarde, debaixo de um sol tórrido, e com temperatura acima dos 30 graus.
Mas continuou a apaixonar.
Com a sua voz, com a sua gargalhada.
Com a sua música.
Com os seus cabelos (brancos) desgrenhados.
E que bom que foi, obrigada.




Palco Coura Sem Paredes
Sophia Stel
Sophia Stel, cantora e compositora canadiana.
Destaca-se pela abordagem íntima e atmosférica que faz à música pop contemporânea, atraindo um público bastante jovem.



Que loucura dançante foi esta?
Os Meute, no Festival Paredes de Coura 2026
Pura Alegria.
Meute, no palco Vodafone
Meute, banda alemã de techno-marching formada em 2015 em Hamburgo, que tem conquistado o mundo com as suas atuações e performances ao vivo únicas, combinando instrumentos de sopro, percussão e arranjos orgânicos.
Impossível ficar parado e não dançar, foi dos momentos mais inusitados do Paredes de Coura 2026 (acho que ninguém esperava uma banda deste género a atuar neste festival), mas foi um pico dançante e esfuziante e de alegria pura a tomar conta de todo o recinto.
Durante a tarde, no rio, proporcionaram um dos momentos épicos e mais marcantes do festival (como é que eu não estava láaaa?????) , ao atuarem de forma espontânea junto ao rio Taboão, levando uma mar de gente para dentro do rio, a dançar em tronco nu e a atirar água uns aos outros.
(procurem os vídeos, na internet, vale muito a pena ver (Meute, no Tabuão)



Depois dos Meute,
voltar à realidade

Thundercat, palco Vodafone
Thundercat, músico e compositor da California, mistura com o seu baixo elementos de funk, jazz, hip hop e soul.
É um músico multipremiado, e incrível performer, mas confesso que depois da adrenalina dos Meute, me dispersei um bocado e não lhe dei a devida atenção.
Júlia Mestre
visualmente bonita

Júlia Mestre, palco secundário
Júlia Mestre é cantora, compositora e atriz brasileira.
Trouxe bons momentos visuais e musicais ao palco mais pequeno do Vodafone Paredes de Coura, sendo responsável por uma das grandes enchentes deste lado do recinto.
(no ano passado, ano em que o festival esteve lotado, vir fotografar até este palco a partir de certa hora da noite era missão complicada. Nem era chegar lá, era sair, depois de 3 músicas, e furar a multidão em contra ciclo…..Este ano, apesar de sempre composto, essa sensação de aperto não me aconteceu, e ainda bem….)


De volta ao Mosh e ao Crowdsurfing
com Prostitute
Prostitute, Palco Coura sem Paredes
Prostitute, banda norte-americana de post punk experimental e noise rock.
A noite já ia animada, e com Prostitute passou a ser animada e aguerrida, fervilhante e com muito mosh e crowdsurfing, momentos que fazem parte da adrenalina e da essência do Paredes de Coura.
Fotografei só partir do fosso, e saí logo a seguir, por nunca (ainda…) ter ganho coragem de me enfiar lá no meio do mosh também……
acho que já não tenho idade e também tenho muito amor ao meu material fotográfico……
mas um dia, quem sabe ainda……gostava de fotografar bem lá do meio…..


O Furacão Amyl and The Sniffers
a encerrar o palco Vodafone
Amyl and The Sniffers
Amyl and The Sniffers, banda australiana de pub rock e punk.
Bem, que energia e que furacão.
Levou à euforia o público do Paredes de Coura, e diria que terminou (em grande), e no palco principal esta edição do Festival.
(no outro palco a música ainda seguia manhã dentro…..).
Poeira, Mosh, e muito surf (crowd), e boa rockada, a receita perfeita para nos despedirmos de Paredes de Coura, pelo menos deste ano.
Porque para o ano, nunca ninguém sabe, ….eu digo sempre que é a minha última vez, mas também digo sempre nunca digas nunca…..







Para as fotos oficiais do festival ver as fotografias sempre lindas do Hugo Lima –
Para o Cartaz completo desta edição e para estar atento à Edição do próximo ano ver o site oficial do Vodafone Paredes de Coura


Para fotos do rio, ver o meu próximo post neste site.
E um Até Pró Ano
Paredes de Coura!!!

VODAFONE PAREDES DE COURA 2026
12 – 15 Agosto
Praia Fluvial do Taboão | Paredes de Coura
Próxima Edição
18 – 21 de Agosto 2027
Organização:
Pic Nic Produções
Ritmos, Lda
Município de Paredes de Coura
Texto e Fotos:
Paula Calheiros | Viver o Porto
Veja outros eventos a acontecer no Porto ou Região neste site AQUI









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