Já terminou e já temos saudades.
Falo do Babell, o festival literário que durante 6 dias inundou o Porto de encontros e emoções, trouxe à cidade nomes de excelência da literatura mundial e nacional, (entre eles dois Prémios Nobel), e partilhou uma onda de afetos entre leitores e autores, num entrelaçar de histórias, pontes invisíveis e livros na mão, deixando a certeza de que
a literatura continua a ser uma das formas bonitas de aproximar pessoas.
Foi evidente a proximidade que se criou entre os leitores e os escritores presentes, os sorrisos e a alegria de quem se passeou nestes dias quentes de verão pelas ruas do centro do Porto de sessão em sessão, em jeito de paixão literária e de amor aos livros , como se o dia e o tempo se unissem nesse simples prazer de nos querer fazer chegar perto de quem escreve, e que estavam ali, tão próximo de nós.
O tempo parecia não ter pressa.
Foi a primeira edição do Babell, um evento pensado e criado pela Fundação Livraria Lello, e organizado em parceria com a Câmara Municipal do Porto, e em que a forma de acesso às sessões foi inovadora: os interessados tinham de comprar um livro (qualquer que fosse o preço) numa das quase 50 livrarias ou alfarrabistas espalhadas pela cidade, e entrar na sessão com um livro na mão (era o livro-bilhete).
Para além das sessões literárias e conversas com escritores o evento ainda trouxe música, exposições de arte e fotografia, cinema, animação infantil, poesia à rua e uma performance sobre o rio Douro.
Por aqui,
só posso agradecer e dar os parabéns pela iniciativa e organização de evento tão grandioso.
Quem assistiu às sessões tenho a certeza de que saiu engrandecido, inspirado, contente.
Eu, que adoro ler, adoro descobrir e conhecer escritores, adoro todo este imenso mundo para onde sempre os livros me levam e me fazem sonhar e viajar, saí até comovida.
Ter esta oportunidade de, na minha própria cidade, poder falar com tantos incríveis autores, pedir autógrafos, estar ali, sorriso com sorriso, …..
não tem preço.
E como eu, penso que tanta, tanta gente.
Munida de uma acreditação para poder fotografar e escrever sobre o evento aqui no Viver o Porto – deparei-me com uma organização extremamente simpática e profissional, sempre disponível e atenta,
com muita vontade de fazer bem feito,
e com a humildade de perceber e aceitar o que terá de melhorar numa próxima edição.
Acima de tudo e, em jeito de conclusão:
Vi um Porto enaltecido, tão bonito e grandioso, neste formato literário. Vi azáfama, movimento cultural e pessoas de livros na mão, só por isso felizes. Uma cidade repleta de leitores (somos tantos!), a celebrar ideias, histórias e encontros.
E esteve sempre tão bonita, a nossa cidade,
enquanto pano de fundo para tão ilustres escritores,
deram conta?
*** ***
Ficam as minhas imagens, e algumas palavras – sempre um dilema conseguir juntar tudo, e tanto, que retive em 6 dias, para depois fazer um só post – mas fica a nota de que algumas fotografias se realçam melhor vistas no Instagram, e que os vídeos também ficam nos destaques do Instagram, vão lá espreitar!).
Nota adicional: não assisti a todas as sessões.


Babell – Evento Literário
O Porto como Cidade-Livro

Salman Rushdie no Babell | Coliseu do Porto
(Dia 5)
Um dos momentos altos do Babell.
Salman Rushdie juntou 3000 pessoas no Coliseu do Porto, na penúltima noite do Babell. Foi a única sessão que aconteceu em recinto fechado, e com apertadas regras de segurança (todos fomos revistados à entrada um a um), o que levou também a enormes filas e atraso no início da sessão.
Isto pelo facto de Salman Rushdie já ter sido vítima de ataque e esfaqueado em público, levando-o a perder um olho.
Uma conversa moderada por Alberto Manguel (gostei tanto da moderação!) com leituras de António Durães, e que iniciou ao som de “Somewhere Over the Rainbow”, a banda sonora de O Feiticeiro de Oz, obra que mais inspirou Salman Rushdie.
O escritor revelou-se uma simpatia, e com muito sentido de humor, falou da infância e de Bombaim, a sua cidade natal, do seu livro Faca, onde fala com o seu agressor…
“Nasci numa cidade alegre, Bombaim, onde impera a indústria cinematográfica. Naturalmente que somos afetados por essa alegria.
…
“A morte?” Tenho-a visto de perto e não é fantástica……Como disse Herman Melville “preferia que não”.
…
“Pensei em conversar com o meu atacante, perguntar-lhe porque motivo resolveu tentar matar uma pessoa que não conhecia pessoalmente, mas a minha mulher não achou piada, e também concluí que ele não se iria abrir comigo. Por isso escrevi o “Faca”, onde aí sim, converso com ele.”
A sessão, (que para mim foi demasiado rápida e curta) terminou com Salman Rusdie a beber um copo de vinho do Porto e Alberto Manguel a dizer bem alto “Viva Porto”.


Salman Rushdie esteve no Porto acompanhado da mulher, e esteve na plateia como público, a assistir a outras sessões (de Margaret Atwood e de Olga Tokarczuc).
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Vater Hugo Mãe | Praça dos Leões
(Dia 6)
O último dia (segunda-feira, 29 de Junho) terminou em português, com Valter Hugo Mãe a apresentar o seu mais recente livro – O Século dos Imbecis.
A conversa foi moderada por Héctor Abad Faciolince e aconteceu na Praça dos Leões, (Jardim da Cordoaria), praticamente cheia. (segundo a organização, 1400 pessoas).
“Custa-me aceitar que há pessoas ranhosas……”
…
“Se existe essa possibilidade, de a humanidade criar uma utopia, essa utopia pertence às mulheres. Só elas poderão criar o futuro da humanidade. Os homens já não…..”

Lídia Jorge e Gonçalo M. Tavares | Praça dos Leões
(Dia 6)

(a escritora Lídia Jorge, um dia depois do Babell ter terminado, recebeu a notícia de ter sido galardoada com o Prémio Camões, o mais alto prémio literário português, parabéns!)
Lídia Jorge e Gonçalo M. Tavares proporcionaram uma conversa animada, moderada por Francisco Sena Santos, e onde estiveram cerca de 1300 pessoas.
“Nós escritores, ao escrevermos ficção mentimos, mas não enganamos”
…
quem diria há uns tempos atrás, que esta praça ia estar assim, cheia de gente, para ouvir falar sobre literatura….
Lídia Jorge

Geraram-se enormes filas para os autógrafos destes autores muito queridos dos portugueses.

(leitores de livros na mão)

László Krasznahorkai | Prémio Nobel da Literatura 2025, no Babell | Praça dos Leões
(Dia 5)

(notas soltas minhas:)
os olhos azuis de László Krasnahorkai. o seu sentido de humor. as mãos. ouvi-lo falar, em húngaro. acho que nunca tinha ouvido húngaro, pelo menos assim tanto tempo e tão atentamente.
o escritor escreve sobre temas distópicos, mas é tão afável.
ficaria ali a tarde toda, a ouvi-lo. acho que me apaixonei um bocadinho…..

A conversa com László Krasznahorkai foi moderada por Pedro Abrunhosa e teve leituras de Emília Silvestre.
No final, perante um sol intenso que começou a dar nos olhos do escritor, Pedro Abrunhosa disse que aquele momento merecia que ele (Pedro A.) lhe oferecesse os seus óculos de sol, e assim foi. A conversa terminou então com László Krasnahorkai com os óculos escuros de Pedro Abrunhosa, e a dizer em brincadeira que os ia usar sempre, e ainda com um momento em que Pedro Abrunhosa, sabendo do gosto do escritor por música, lhe ofereceu um disco de Carlos Paredes.

“O Apocalipse está aqui.
…
A incapacidade de se sentir medo é a coisa mais assustadora de todas.
…
A única coisa que evito (na minha escrita), é o ponto final. Esse será colocado por Deus.
…
Não se esqueçam de ler um livro. É sempre um caminho”
László Krasznahorkai


Julian Barnes | Praça dos Leões
(Dia 5)

(notas soltas, minhas).
“tão very British accent”, o fato às risquinhas, as meias, às risquinhas.
tão simpático.
tão em paz com ele.
acho que também me apaixonei um bocadinho.
“quando perguntei a uma enfermeira sobre o meu cancro, ela respondeu-me que era incurável, mas gerível. E eu pensei, ok, o meu cancro é como a vida: incurável, mas gerível. “
…
à pergunta, este é o seu último livro? (A Partida)
“I played already all my tunes. Não vou fazer um farewell tour, e depois mais tarde voltar a fazer um farewell tour.
Sou um afortunado. …
alguém me dizia que a partir dos 40, é tudo uma questão de renúncia. Pois eu adapto agora à minha idade, aos 80, a partir dos 80, é tudo uma questão de renúncia…..”
…
quando olho para esta audiência, vejo o futuro da humanidade. “
Julian Barnes

A conversa com Julian Barnes teve moderação de Richard Zimler, e leituras de Rui Noronha Ozório.

Olga Tokarczuk, Prémio Nobel da Literatura 2018 | Praça dos Leões
(Dia 4)

Moderação de Marta Bernardes e leituras de Ana Celeste Ferreira.
(notas soltas minhas)
tão mas tão simpática.
e estava ali, a sorrir para mim.
ouvir falar polaco.

“leio muitas novelas e contos, à noite. Sem contos, nós humanos não podemos viver.
…
A minha feminilidade vai contra os clássicos da literatura. Como o é possível que o Thomas Mann escreva vários volumes enormes, sem mulheres?
…
na literatura, estamos sempre em diálogo, com o consciente e o subconsciente”
Olga Tokarczuk
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Margaret Atwood, no Babell | Praça dos Leões
(Dia 4)

A presença de Margaret Atwood, 86 anos, foi outro dos momentos altos do Babell.
Estiveram cerca de 1600 pessoas a ouvi-la, na Praça dos Leões.
A moderação foi de Tânia Ganho e as leituras de Mia Tomé.

(notas soltas, minhas)
que senhora dócil, sorridente, querida.
como assim,
é ela a autora de “A história de Uma Serva?”
O que a leva a escrever sobre realidades tão duras?
nota 2:
como referido, a programação do Babell incluía também 3 sessões de cinema, no cinema Batalha, uma delas com um filme adaptado desta obra “A História de Uma Serva”, de Margaret Atwood, e que eu decidi ir ver. (nota extra, não tinha lido o livro).
A sessão teve lugar no sábado de manhã, no mesmo dia da conversa com a escritora.
O filme – é simplesmente perturbador.
Tenso. Duro. Saí de lá a precisar de respirar fundo, várias vezes, e o meu corpo esteve tenso até meio da tarde.
Confesso que me arrependi de ter começado assim a bela e solarenga manhã daquele sábado, mas depois tudo se dissipou e olhando para trás, foi o raio de uma experiência.
Sabia que a Margaret Atwood escrevia sobre o feminismo, sobre os direitos da mulheres, mas – oh pessoa inculta!!- ainda não tinha lido nenhum livro dela.
Não vou querer ler este livro que deu origem ao filme, mas, agora, depois de conhecer a escritora, vou querer ler muitos outros, especialmente as memórias.
“quando somos velhas, ou estão a escrever sobre nós, ou somos umas bruxas”
Margaret Atwood

Momentos de Leituras

Mia Tomé (leu Margaret Atwood); Emília Silvestre (leu László Krasnahorkai),e Rui de Noronha Ozório (Leu Julian Barnes).
Momentos de Poesia

A poesia também andou na rua, e terminou com várias leituras na varanda da Câmara Municipal do Porto.(não assisti).
(aconteceu no sábado, dia 4 do evento).

(leitores de livro na mão).

Performance de Cai GUo-Qiang no Babell – One Page | Ribeira do Porto e Ribeira de Gaia
(Dia 4)
O multi premiado artista Cai Guo-Qiang criou uma performance especial para o Babell, que aconteceu sobre o rio Douro, intitulada One Page, pretendendo dar a entender um “poema visual”.
A performance foi criada com 600 drones e pólvora, e desenhou nos ceús um pássaro, uma árvore, e uma página de um livro (que eu em fotografia não consegui apanhar bem).
Todo o espetáculo não durou mais de 10 minutos, sendo que as imagens criadas rapidamente se dissolviam, ficando a parecer uma nuvem de fumo.
A atuação terminou com um pequeno fogo de artifício de uma empresa portuguesa.
As margens do rio Douro junto à ribeira, tanto no Porto como do lado de Gaia, encheram-se de milhares de pessoas para assistir, muitas das quais ficaram desiludidas com a atuação, principalmente com a duração, e porque – devido à rapidez com que tudo acontecia – nem sempre foi perceptível.
Do lado de Gaia a exibição não terá sido visualmente tão bonita, nem se ouvia a explicação para o que estava a acontecer.
Eu, gostei de ver, e gostei da performance, e já ia mentalizada para a fugacidade do momento.
Mas também fui para casa a olhar para as nuvens e em jeito de brincadeira dizer “olha, a performance do Cai continua….)


Dwayne Betts, no Babell | Praça dos Leões
(Dia 5)

Dwayne Betts (escritor norte-americano) teve moderação e leituras de Raquel Marinho.
Contou a sua história, e de como a sua vida mudou, depois de ter estado preso. Descobriu o mundo dos livros, e quando saiu da prisão, quis ser escritor.
Licenciou-se em Direito, e fez formações em poesia, escreve poemas e é responsável por criar Clubes de leitura e Bibliotecas nas prisões.
Uma história de vida muito interessante.


Dulce Maria Cardoso | Largo de Santo Ildefonso
(Dia 3)
Em conversa com Luís Caetano.

Conceição Evaristo e Milton Hatoum | Largo de Santo Ildefonso
(dia 3)
com moderação de Minês Castanheira (que termina sempre as suas moderações com perguntas de resposta rápida, gerando momentos divertidos ).
Leituras de Francisca Bartilotti.
“A literatura tem o poder de falar pelas emoções”,
Conceição Evaristo
” De todas as artes, a literatura é a que explora com mais gentileza as relações humanas”
Milton Hatoum

Héctor Abad Faciolino e Javier Cercas | Praça dos Leões, à noite
(dia 3)
com moderação de João Gobern.
Foi a primeira sessão literária noturna, na Praça dos Leões, e à qual se seguiu o concerto da Carminho e de Bárbara Bandeira, na Avenida dos Aliados.
“A literatura é um instrumento de defesa contra as adversidades da vida”
Javier Cercas
A Música no Festival Literário Babell

Na segunda noite do Babell, o evento juntou os GNR, Pedro Abrunhosa e Rui Veloso no mesmo palco e levou aos Aliados 50 000 pessoas, que entoaram em uníssono e quase em delírio todas as canções conhecidas das três bandas tão genuinamente portuenses. Foi sem dúvida uma noite bonita e emotiva, com a Lua e o Porto em abraço de filme.
Os artistas foram desafiados pela organização para apresentarem uma nova música, baseada num poeta do Porto á escolha.
Os GNR escolheram Pedro Homem de Melo,
Pedro Abrunhosa escolheu Vasco Graça Moura e atuou com Mayra Andrade,
e Rui Veloso cantou Eugènio de Andrade.
Já na terceira noite, foi a vez de Carminho e Bárbara Bandeira subirem ao palco, numa avenida bastante menos cheia.




(em breve as fotos dos concertos, mais em detalhe, em post separado)
Babell, Festival Literário no Porto
O festival de tantos afetos
David Uclés | na estação de Metro da Trindade,
(dia 2)
com moderação de Pilar del Rio.

(notas soltas, minhas)
não conhecia este escritor.
as histórias que conta. (sobre a guerra civil espanhola).
adorei o termo realismo mágico.
conversa animada com Pilar del Rio.
vou ter de ler o livro dele ( A Península das Casas Vazias).

Davi Uclés também cantou o fado.
Nota extra, às sessões do Babell:
apesar de ser necessário ter uma entrada (o livro – bilhete) para a maioria das sessões, e que dava acesso a um lugar sentado, todas as sessões do Babell decorreram em espaços públicos e ao ar livre (com excepção, como já referido, da sessão com Salman Rushdie), o que permitia a qualquer transeunte que, mesmo sem bilhete-livro, conseguisse facilmente assistir e ouvir as conversas.
E esse era mesmo, o espírito do evento.

As Exposições no Babell
Exposição de Fotografia de Daniel Mordzinski, no Centro Português de Fotografia.
O fotógrafo dos escritores, como é conhecido o argentino Daniel Mordzinski, trouxe ao Porto uma exposição com fotografias de vários escritores, numa curadoria de Patrícia Reis.
A programação do festival contou ainda com mais exposições, uma na Galeria Municipal do Porto, outra no Museu Soares dos Reis, que não consegui ir visitar, mas que ficam no Porto até ao final do mês de Julho.
Todas as exposições são de entrada livre e têm a curadoria de Patrícia Reis.


Pedro Pinto (Fundação Livraria Lello) e Rui Couceiro (Comissário do Babell).
Uma menção especial a Rui Couceiro, Comissário do Babell, que esteve incansável e sempre muito atento, durante todos os dias e momentos do festival.
O DIA 1
O Filósofo Byung-Chul Han na Abertura do Babell e a inauguração do Jardim do Pensamento.
Fundação Livraria Lello | Leça do Balio

Babell a ser Babell, uma multiplicidade de diferentes idiomas, …..
e o episódio da falta de tradução.
Byung-Chul Han salientou a importância da Contemplação nos dias de hoje, dos malefícios da digitalização, e da falsa ideia de que somos livres.
Um discurso muito sereno e que nos levou a todos a pensar,
apesar de ter sido proferido em….alemão, ….e esse episódio ter sido caricato, causando o primeiro embate de críticas à organização do Babell, pois, a sessão – que já sofria um atraso considerável (mais de uma hora de atraso para começar, e não por culpa de Byung-Chul Han), quando finalmente o filósofo subiu ao palco e começou a falar, em alemão, deu-se conta que não tinham sido distibuídos os auriculares para a tradução simultânea, causando todo esse processo ainda mais demora, pois, à pergunta feita pela Catarina Furtado (que tentou aliviar os ânimos dos presentes – “quem precisa de auricular?” – naturalmente, quase toda a plateia levantou as mãos…….
(nota adicional:
nos restantes dias, as sessões foram traduzidas por inteligência artificial e com legendas visíveis nos ecrãs gigantes).
A Abertura Oficial do Babell, Dia 1
Contou com a presença do Presidente da República, António José Seguro, (para além de outras personalidades da política nacional e local ) e foi feita a apresentação da nova ala da Livraria Lello, a Ala projetada por Siza Vieira, e onde está de momento a exposição de Ai Wei Wei, e ainda 1984, a chamada livraria mais pequena do mundo, que só tem um livro, o exemplar de George Orwell, 1984.


O Monólogo Aparição, por Luís Osório | Torre dos Clérigos
(Dia 6)
Encerramento do Babell 2026
O Babell terminou com um monólogo sobre vários escritores, dito por Luís Osório a partir do varandim da Torre dos Clérigos.
Numa noite boa de verão, numa noite bonita.
O Babell terminou e já temos saudades.
Obrigada por estes dias, Babell.
Queremos que voltes.
O Porto quer o próximo capítulo do Babell.


Babell Porto
24 – 29 de Junho 2026
Porto
Organização:
Fundação Livraria Lello e
Câmara Municipal do Porto
Comissário: Rui Couceiro
Texto e Fotos:
Paula Calheiros ( Viver o Porto)
Veja outros eventos a acontecer no Porto em What’s On – Eventos










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