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O Primavera (Sound Porto 2026) chegou em forma de Verão

O Primavera Sound Porto (2026) chegou em forma de Verão,
mas é sempre nos sonhos para onde ele nos transporta que nos revemos,
que nos emocionamos, que queremos estar lá.

É o meu Festival Casa,
e este ano brindou-nos com muito (mesmo muito!!) calor, em jeito de Verão anunciado,
mas um Verão onde nunca faltam os abraços e os sorrisos,
a descontração dos pés na relva e onde somos sempre felizes, num espaço bonito e verde,
(o nosso Parque da Cidade)
e onde a música assume – naturalmente o protagonismo do palco,
mas onde as emoções brilham também. 

Foram 4 dias de Primavera Sound Porto 2026, – de 11 a 14 de Junho –
com um cartaz recheado de excelentes bandas,
(Gorillaz, Slowdive, The XX, Massive Attack, Idles, entre tantas outras)
e o último dia dedicado à música eletrónica.
Por lá passaram, segundo dados da organização, cerca de 120 000 pessoas,
com pico de lotação (esgotada!) no segundo dia, dia de atuação dos (repetentes) Gorillaz. 

Estive mais um ano em reportagem fotográfica,
deixo aqui um pequeno apanhado.

(se puderem, acompanhem as fotos, também no Instagram)

 

Primavera Sound Porto 2026
11 – 14 Junho
Parque da Cidade do Porto

 

Dia 1.
11.06.26

Romy Croft, Thexx

O primeiro dia do Primavera Sound Porto 2026 brindou-nos com bandas de luxo,  algumas sendo já repetentes, como o caso dos The XX, aqui na foto, e The Nation of Language.
E que dia bom que foi, apenas com algum calor em demasia que baixou um pouco a (minha!) energia.

The XX  |
Palco Estrella Damm

Banda indie rock de Londres, formada em 2005 por Romy Madley Croft, Oliver Sim e Jamie Smith.
Nostálgicos e minimalistas, regressaram aos palcos depois de uma longa paragem, e atuaram no palco principal – o palco este ano denominado Estrella Damm – tendo sido os cabeças de cartaz deste primeiro dia.
Já tinham estado no Primavera Sound Porto no ano de abertura, e voltaram para conquistar saudades e corações, numa noite quente a envolver o Porto e o recinto, e num concerto onde se reviveram temas de sempre, mas onde também se abraçou o futuro.

Eu gostei muito, mesmo.

The Kneecap |
Palco Vodafone

Trio the hip hop, oriundos de Belfast, Irlanda. Atuaram no Palco Vodafone ( o melhor Palco, para mim,  do Primavera Sound Porto) e logo a seguir à atuação dos The XX, (já em horário pós meia noite), mas com recinto cheio.
Eu não os conhecia, foram uma boa e energética surpresa.

Texas is The Reason | palco Vodafone

(não conhecia, não desgostei, mas também não me marcaram.)

The Big Thief | Palco Estrella Damm

(não desgostei, mas não me marcaram.)

Nation of Language | Palco Estrella Damm

Banda Indie Pop americana, de Brooklyn, formada em 2016.
Já tinham estado no Primavera Sound Porto em 2023, regressaram este ano para atuar no palco principal e num horário um bocadinho mais antecipado. (em 2023 atuaram no palco mais afastado (este ano chamado palco Primavera) e ao pôr do sol. Lembro-me que nesse ano, foi um dos concertos épicos.

Este ano, não desiludiram de todo, mas talvez pelo horário, ainda com o sol alto, ou por eu estar com a preocupação de ir fotografar o próximo palco (em 2023 só fotografava o público) já não me surpreenderam assim tanto.
São, no entanto, uma das minhas bandas recentes favoritas, extremamente dançáveis e com uma sonoridade bastante alegre.

Inês Marques Lucas | Palco Vodafone

Conheço a Inês Marques Lucas do Tik Tok (o algoritmo faz com que chegue até mim!), e tive alguma curiosidade em presenciar.
Tocou ao início da tarde, em ambiente composto, colorido e agradável.

Emmy Curl | Palco Estrella Damm

Visualmente muito bonita e apelativa, a portuguesa Emmy Curl foi a primeira atuação da tarde no palco principal e não desiludiu.

ambiente dia 1

ainda sobre o dia 1:
(concertos que não fotografei)

Ethel Cain, era um dos nomes fortes mas não deixou ser fotografada, atuou no Palco Vodafone por volta das 22h, tinha uma enorme e consistente legião de fãs  (maioritariamente femininos) e deu um concerto emotivo e visualmente bonito.

Curiosidade:
Como já aconteceu no ano passado no primeiro dia, acho que sou das primeiras pessoas a cruzar-me com os fãs que marcam presença à porta do Primavera Sound Porto no primeiro dia, ainda antes das portas abrirem, para marcar lugar colados ás grades.
Isto porque moro muito perto do Parque da Cidade e porque me levanto sempre muito cedo para footings matinais.
Este ano cruzei-me com estas meninas da foto ( eu passei às 06.45h, elas estavam ali desde as 2h50h!!!) para ver o concerto da Ethel Cain. (nos destaques do Instagram conseguem ver a conversa).
Com pena a Ethel Cain não deixou ser fotografada pela imprensa, gostava de as ter visto emocionadas e coladas às grades, a cantar e a chorar, e a vibrar com a artista.


Ainda atuaram neste dia 1:
Rusowski, Oklou, Gelli haha, Paus, Agricultura, The New Eves, Ninajirachi, e Vaiapraia.

A logística para fotografar todos os concertos é impossível de se cumprir, pois há muitos que acontecem em simultâneo, outros começam cedo demais (!) e outros acontecem já para lá da hora em que eu consigo ter os olhos abertos.
Em muitos casos uma pena, porque há sempre bandas que desconheço e que se revelam muito boas quando há tempo para as descobrir.

 

Primavera Sound P0rto 2026

DIA 2
12.06.26

Rachel Halstead, dos Slowdive

Slowdive | Palco Estrella Damm

Banda inglesa formada em 1989, conhecidos por serem uma banda de “dreampop” ou shoegaze”.
São atualmente a minha banda de “adulta” favorita.

Os Slowdive fazem-nos levitar, sonhar com um sonho bonito que ainda não tivemos, voar alto, acreditar que é nas estrelas ou lá no alto que o bonito acontece.
Fechamos os olhos, ouvimos, e parece que estamos lá, nessa plenitude de leveza bonita.

Neste concerto do dia 2 do Primavera Sound Porto tudo isso aconteceu, e o pôr do sol engrandeceu o momento.

 

Gorillaz | Palco Estrella Damm

Os Gorillaz foram os responsáveis pela maior enchente desta edição do Primavera Sound Porto, literalmente toda a área envolvente do palco (até à zona da restauração) estava compacta.
A banda só permitiu ser fotografada por um restrito número de fotógrafos em que eu não estava incluída, pelo que até me facilitou a vida, fiquei bem cá atrás a assistir, com algum espaço para dançar, e para simplesmente ser feliz, ali a ouvi-los.

Porque os Gorillaz fazem-nos felizes e leves,
mesmo até quando um dos temas que trazem seja sobre morte.

São conhecidos pela sua vertente multimedia e pelos vídeos criativos cheios de bonecos e movimento, mas Damon Albarn (vocalista) chega ao público de forma bastante humana, vem até às grades e mistura-se com os fãs,  e levou a palco convidados, entre eles Joe Talbot dos Idles (que atuaram no terceiro dia do festival).

 

Viagra Boys | Palco Vodafone

Banda sueca de post punk, formada em Estocolmo em 2015. Sebastian Murphy é o vocalista.
Incendiaram o palco e a noite, com muito moche e crowdsurfing, e se alguém estava com sono (atuaram depois dos Slowdive e depois da meia noite) , assistir a este concerto foi a forma de ficar bem acordado.
Sem dúvida também um dos concertos a coroar o dia.

Mari Froes | Palco Primavera

Mari Froes (Mariana Froes) faz parte de uma nova onda de artistas que vieram revitalizar a MPB (Música Popular Brasileira).
Só cheguei no final do concerto mas foi sem dúvida um concerto animado e bonito de ver.

Ambiente dia 2:

Baxter Dury | Palco Estrella Damm

Estilo new wave indie rock, Baxter Dury é inglês e dá nas vistas pela sua performance teatral.
Animou sem dúvida o final de tarde, no palco principal.

 

Atuaram ainda no dia 2:
Bad Gyal, Black Country New road, Panda Bear, Gisela João, Joey Valence & Bral, Mark William Lewis, Melt Banana, Water from your Eyes, Annahstasia, Bestia Babe, Buscabulla, Rita Vian. 

Primavera Sound Porto 2026

Dia 3
13.06.26

Joe Talbot, Idles

Idles | Palco Vodafone

Impossível não gostar de Idles, não sentir o corpo arrepiado e com vontade de soltar a fúria e a energia que temos dentro de nós.
Têm assumidamente uma atuação política, mas a música e todo o carisma dos protagonistas consegue abstrair-nos de todo esse ativismo.

Naturalmente, também houve moche e crowdsurfing, e uma rebeldia contagiante já em pós noite de último dia.
(atuaram à 01h da manhã)
Para mim aliás, o terceiro dia valeu pelos Idles, até eles atuarem confesso que foi um dia em que me aborreci um bocado, talvez já por algum cansaço acumulado.

Massive Attack | Palco Estrella Damm

Elizabeth Fraser, convidada de Massive Attack

Os Massive Attack foram os cabeças de cartaz do último dia do festival, atuaram no palco principal e com recinto naturalmente cheio.
Banda inglesa de Bristol, sonoridade trip hop, soul e dub e com discos de culto como Mezzanine e Protection.
Desde há já algum tempo para cá, que as suas atuações são marcadamente políticas.

Foram a banda que mais polémica gerou nesta edição do Primavera Sound Porto, por trazerem para palco uma performance acompanhada de vídeos em jeito documentário de todas as tragédias e discrepâncias sociais do mundo, numa atuação marcadamente ativista e política e onde, na opinião de muitos, a música quase não se fez sentir. 

Eu confesso que também achei demasiado e excessivo.
Aceito que a arte é inevitavelmente política, e aceito que as atuações sirvam como chamada de consciência para os problemas do mundo.

Mas (eu, pelo menos) independentemente de estar de um lado ou de outro de certas ideias políticas, (que naturalmente as tenho) num festival quero leveza e descontração, não quero ver vídeos sobre massacres e tragédias do mundo.
No caso desta noite com os Massive Attack aborreci-me, não consegui chegar à música.

Não questiono a voz de Elizabeth Fraser (vocalista dos ex- Coctaeau Twins) : é linda e imponente, nem questiono a sonoridade dos Massive Attack, que tem uma beleza ímpar.
Mas fotografei as 3 músicas lá à frente que podia fotografar e não fiquei para mais.
Atravessei o parque para a seguir ir ouvir os Idles, (que também gritam Free Palestine e Fuck Fuck Fuck), ….., mas onde a música me entranha e me conquista para lá de qualquer dimensão política.

Yard Act | Palco Estrella Damm
Mike D | Palco Vodafone
Criolo, Amaro & Dino | Palco Zyn

(gostei, mas nenhum deles me marcou.)

 

Sudan Archives | Palco Primavera

visualmente e energicamente interessante.
Mas já nem me lembro da música.

 

Amaarae | Palco Primavera

também visualmente e energicamente interessante.
Mas também já nem me lembro da música. 

Atuaram ainda no Dia 3:
Dijon, Jade (não deixou fotografar), Fakemink, Model/Actriz, Smerz, Aiko el Grupo, Duquesa, The Sophs, Triângulo de Amor Bizarro, e os Napa (que abriram o dia e tive pena de não ter chegado a tempo).

Ambiente Dia 3:

 

MXGPU (Moullinex & GPU Panic)

Foi incrível.
chegaram elevados do ar e suspensos num guindaste ao palco principal, às 2h20 da manhã, numa produção nunca vista.
O relvado do Palco Estrella Damm virou depois pista de dança, ao som da irrepreensível qualidade deste duo.

 

Ainda houve um dia 4,
dedicado à música eletrónica, e em exclusivo no palco Zyn, com Sum, Xinobi, Dixon e a Peggy Gou a encerrar.
Com pena e por imprevisto, não consegui estar presente.

 

Um agradecimento especial à Fujifilm, que mais um ano me emprestou um corpo e uma lente.

 

E um (como sempre)
Até Pró Ano!

O Primavera Sound Porto é o meu Festival Casa,
acho que volto sempre,
acho que sou sempre feliz.

 

Primavera Sound Porto 2026
11- 14 Junho 2026
Parque da Cidade do Porto

Pic Nic Produções  
e Câmara Municipal do Porto 

Próxima Edição:
10 – 13 Junho 2027

Agradecimento Especial:
Fujifilmxpt

Fotos e Texto: Paula Calheiros
(Viver o Porto)

Veja outros eventos a acontecer no Porto e Região, neste site Aqui

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