Conversas da Quarentena III – Quarantine Talks

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Conversas da Quarentena III – Quarantine Talks

A Série Conversas da Quarentena segue hoje mais uma vez pelo meu Bairro, com uma pequena entrevista à Mafalda e à Inês, duas irmãs à frente do Mafalda’s, um pequeno Restaurante / Cafetaria localizado no Mercado Municipal de Matosinhos, e que agora, devido à quarentena,  está aberto apenas em regime de Take -Away.  
Ajudar o comércio local parece-me fundamental nestes tempos críticos (#ficaemcasa #Covid_19), e são de louvar todos os pequenos negócios que reúnem esforços para se reinventarem e seguirem em frente.

O Mafalda’s é um espaço que me é muito querido, e a comida é deliciosa.
Para ler tudo, em Conversas da Quarentena III.

EN
The Serie Quarantine Talks goes on today on my Neighbourhood, with the interview to Mafalda and Inês, two sisters owners at Mafalda’s, a small Restaurant / Coffee shop located at Mercado Municipal Matosinhos.
Due to the quarantine, it is now open only for Take Away.

Helping local businesses seems fundamental to me during these critical days (#stayathome, #Covid_19), and I really bless all the small shops and restaurants that gather efforts to reinvent themselves and to go on through this journey.

Mafalda’s is a dearest spot for me, and food is really good and tasty.
To read all about it, on Quarantine Talks III.

Conversas da Quarentena III
Mafalda & Inês Pando

Conversas da Quarentena III
À conversa com a Mafalda e a Inês, do Mafalda’s, agora a servir refeições apenas em regime de Take Away.


(Não esteve na entrevista o Miguel, o terceiro elemento da equipa do Mafalda’s)

I – Como está a ser a adaptação ao trabalho apenas em regime Take Away? Os clientes aderem ?

O nosso espaço sempre foi maioritariamente frequentado por pessoas locais, pelo que a adesão, apesar de menor (neste regime), foi relativamente rápida e superior às nossas expectativas.
A adaptação ao trabalho tem sido feita dia-a-dia. Naturalmente não é comparável ao nosso funcionamento “normal”, ficando a faltar sempre o contacto com as pessoas que contribuem para a identidade e vida do nosso espaço.
Também existe a questão da necessidade de utilizar embalagens descartáveis, o que para nós é bastante preocupante. No entanto, torna-se necessário e é até agora a única alternativa que encontramos para que todos estejam protegidos.

II – Têm receio de contrair o vírus? O que fazem para se proteger?

Tal como a população em geral também nós temos receio, tanto de contrair como de contribuir para a propagação do vírus.
Neste momento é uma preocupação transversal a todos, principalmente quando se está a trabalhar.
No entanto, tomamos todas as precauções de acordo com as normas da DGS: trabalhamos isoladas (com porta fechada e entregas na entrada do espaço); desinfectamos todas as superfícies antes e depois da utilização; utilizamos máscaras tanto na confecção como na entrega das refeições; lavamos as mãos com muita regularidade.

É de ressalvar que, de acordo com as informações da OMS e DGS, o consumo de alimentos crus ou cozinhados não constitui qualquer perigo no contexto desta pandemia.

III – O vosso espaço está inserido no Mercado Municipal de Matosinhos, pelo que acabam por se cruzar com bastante gente diariamente que também continua a vir trabalhar.
Como se vive o ambiente por aqui?
 

Esta também é uma grande alteração na dinâmica do dia-a-dia do nosso espaço.
Neste momento, a porta do nosso estabelecimento que dá acesso ao Mercado encontra-se fechada todo o dia. Os vendedores que nos fornecem deixam as nossas encomendas no balcão exterior, de onde as recolhemos.
Apesar de ser difícil, não nos parece prudente aumentar o risco de exposição através de um contacto que pode ser evitado. Também é de considerar que a maioria dos vendedores do Mercado são pessoas mais velhas e portanto de maior risco em caso de infecção.

IV – Alguma lição ou recordação positiva que vá ficar depois de tudo isto passar, ou simplesmente querem que tudo acabe e na memória só vão ficar recordações negativas? 

Pensamos que as lições só poderão ser tiradas depois.
No entanto, tentamos olhar para tudo isto pelo lado positivo, tentando tirar o maior partido possível de toda a situação.
Temos sentido muito apoio e carinho por parte dos nossos clientes. Alguns até nos contaram que cozinham menos em casa propositadamente, para virem cá mais vezes e ajudarem à continuação do nosso projecto. Isto é muito positivo para nós, e revela que há uma preocupação geral das pessoas em manter os negócios locais saudáveis e a funcionar. Também os nossos fornecedores têm sido incansáveis, às vezes até trocamos refeições por legumes, fruta ou pão. As relações no Mercado intensificam-se, apesar de neste período só nos podermos ver através das janelas.

V – Qual a primeira coisa que vão fazer quando o confinamento obrigatório terminar? 

O confinamento obrigatório não é uma situação que nos esteja a afectar a cem por cento, já que todos os dias continuamos a vir trabalhar.
No entanto, sentimos naturalmente os seus efeitos nas nossas vidas pessoais. Quando a pandemia acabar, a primeira coisa a fazer é um convívio demorado e cheio de abraços com família e amigos!

Em relação ao Mafalda’s, continuaremos a trabalhar apenas em regime Take-away até que esteja realmente garantido que é seguro abrir as portas.
Queremos ser prudentes e ficar cá por muito tempo!

Obrigada Mafalda e Inês! 

Conversas da Quarentena III

Quarantine Talks III


Talking with Mafalda & Inês, from Mafalda’s, now only serving meals for Take Away.

(not present at the interview, Miguel, the third element from Mafalda’s)

I – How is the process of changing from normal work to the Take Away mode going? How is clients feedback ?

Our place has always been mostly frequented by local people, and, incredibly, despite these days, local people’s response was immediate and the feedback greater than we were expecting!

We are adapting to this work in Take Away mode day to day. Naturally, we cannot compare it to the normal days, as it’s missing the contact with the people who contribute to the identity and life of our peoject.

And we must add the concern of using reusable packaging, which is a problem for us.
But it is really necessary, and so far the only alternative we found so that we can assure everyone is duly protected.

II – Do you fear contracting the virus? What do you do to protect yourselves?

As all population in general we also have our fears, fear of getting the virus, as well as to contribute to its spreading.
At this moment it is a global concern, specially when we are working.
Nevertheless, we take all the precautions and recommendations according to the DGS regulations: we work isolated (the door is closed, and we deliver the food at the entrance) ; we clean and desinfect all surfaces before and after its use; we use masks during cooking and during delivery; we wash our hands regularly.

And we want to highlight here the fact,  that according to World Health Organization and DGS, the consumption of raw or cooked food is of no danger in the context of Covid_19.

III – Your place is located at the Mercado Municipal de Matosinhos, so you end up seing and meeting a lot of other people, who come here to work as well.
How is everyone living this situation, how is the environment ?
 

Well, this is also a great change in the dynamics of our daily space.
At this moment, the door of our restaurant which access the Market is closed all day. The Vendors who sell us the vegetables or others, leave the orders at the outer entrance, from where we collect it.
Despite being difficult, it does not look fair to us that we can spread the virus through any contact that can be avoided.
And most of the people working here at Mercado de Matosinhos are elderly people, so the risk of infection is higher.

IV – Is there any lesson or positive memories you think you will have after this, or only negative memories?

We think lessons can only be taken at the end.
But so far, we are trying to look at all this from the positive side, trying to get the best of the situation.

We are feeling a great support and care from our clients. Some of them even tell us they are cooking less in purpose, so that they come here more often, to help us keep our project.
This is so positive and beautiful, and shows a general concern by people to help local business alive and healthy.

Also our suppliers are being incredible, some times we even exchange meals for bread, vegetables or fruits.
The relationships between we all here at Mercado de Matosinhos are getting intensified, despite the fact we can only see each other from the window.

V – Which will be the first thing you will do after all this is over?

The compulsury confinement is not a situation that affects us 100%, as we keep coming to work every day.
But naturally, we feel its effects on our personal lives. When the confinement will be over, first thing to do obviously is to get family and friends together for a long embrace and gathering.

Regarding Mafalda’s, we will go on working only in Take Away mode until it is safe to open the doors.
We want to be prudent and stay here for long long time!

Thank You Mafalda & Inês! 

Conversas da Quarentena III

Mafalda’s
Mercado Municipal de Matosinhos
Rua de França Júnior
Loja 29
4450 – 264 Matosinhos

Mon – Saturday –
Take Away During Quarantine (12 – 14h)
Brunch on Saturdays

Conversas da Quarentena III
PT

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By | 2020-04-28T16:42:48+00:00 April 28th, 2020|interviews, lifestyle & people|0 Comments

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